Métodos de contracepção - guia básico para uma escolha consciente

08/12/2016

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Hey, gente!!!

O post de hoje traz um assunto um tanto quanto sério. Atualmente quando falamos sobre contracepção logo vem à nossa mente o uso de pílulas anticoncepcionais, certo? Porém, vocês sabiam que existem outros vários métodos que podem ser usados para evitar a gravidez?

Vi muitas noivas perguntando sobre métodos contraceptivos, e por isso acredito ser super importante termos uma maior consciência sobre todos os métodos disponíveis hoje em dia, para que dessa forma cada uma possa conversar com seu médico e optar pelo método que julgar melhor, sem ter nada imposto.

Lembrando que manter um método contraceptivo, ou a combinação de mais de um, é um caminho que traz segurança, tranquilidade e liberdade. Por isso, digo e repito, avalie cada método, busque ler mais sobre, e tenha uma conversa franca com seu ginecologista. Não aceite apenas uma receita, vá atrás daquilo que vai fazer com que você se sinta bem com a sua escolha.



O post está bem grandinho, mas vale super a pena ler cada parte. Eu reuni para vocês vários fragmentos do Manual de Contracepção da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), que falam sobre os diversos métodos.

Vamos então às informações retiradas do manual:

Anticoncepção é o uso de métodos e técnicas com a finalidade de impedir que o relacionamento
sexual resulte em gravidez. É recurso de planejamento familiar para a constituição de
prole desejada e programada, de forma consciente.



Os métodos anticoncepcionais podem ser classificados de várias maneiras. Reconhecem-se
dois grupos principais:

  1. reversíveis
  2. definitivos

Os métodos reversíveis são: comportamentais, de barreira, dispositivos intrauterinos, hormonais
e os de emergência. Os métodos definitivos são os cirúrgicos: esterilização cirúrgica
feminina e esterilização cirúrgica masculina

Métodos comportamentais

Também conhecidos como métodos naturais de anticoncepção. São os métodos baseados no reconhecimento do período fértil. Compõem um conjunto de procedimentos em que o casal abstém-se do relacionamento durante o período em que pode ocorrer a fecundação, ou no uso de práticas em que o esperma não é depositado na vagina.

  • Abstenção periódica:  Os métodos de abstenção periódica pressupõem o conhecimento do período fértil, época em que são evitadas as relações sexuais. A forma de se reconhecer o período fértil deu origem aos métodos da tabelinha ou de Ogino-Knaus, do muco cervical ou de Billings, da curva térmica, e também o sintotérmico.

  • Relações sem que haja ejaculação na vagina: Consiste na utilização de práticas sexuais diversas do coito vaginal, para que a ejaculação não seja intravaginal. 


Métodos de barreira

Consistem na utilização de aparelhos que impedem a ascensão do espermatozoide no trato genital feminino. Tais aparelhos podem ser utilizados pelo homem ou pela mulher e agem como obstáculos mecânicos.

  • Preservativo masculino/camisinha: Envoltório para o pênis, constituído de uma fina membrana, em forma de saco, geralmente de borracha (látex), que é colocado sobre o pênis ereto, antes do coito.

  • Preservativo feminino: É uma bolsa cilíndrica feita de plástico fino (poliuretano), transparente e suave, do mesmo comprimento que o preservativo masculino, porém com dois anéis flexíveis, um em cada extremidade, sendo uma delas oclusa por uma membrana.

  • Espermicidas: São substâncias químicas que, introduzidas na vagina, comprometem a vitalidade dos espermatozoides e servem como barreira ao acesso deles ao trato genital superior. São apresentadas de diversas formas, sendo as mais usadas: cremes, geleias, comprimidos, tabletes e espuma.

  • Diafragma: O diafragma é uma membrana de silicone, em forma de cúpula, portanto, côncavo-convexa, circundada por um anel flexível que tem a finalidade de lhe conferir memória de forma. Este anel é circular, mas assume a forma de “8” quando comprimido, facilitando a inserção na cavidade vaginal, onde retoma a sua forma original, quando liberado. É apresentado em diversos tamanhos, para correta adaptação às vaginas de diversos comprimentos. Assim, seu diâmetro varia de 50 mm (nº 50) a 105 mm (nº 105).

  • Dispositivos intrauterinos: O dispositivo intrauterino (DIU) é um método anticoncepcional constituído por um aparelho pequeno e flexível que é colocado dentro do útero, o qual exerce ações que culminam por evitar a gestação. Basicamente, há dois tipos de DIU: os que contêm cobre e os com hormônio – progesterona ou levonorgestrel (LNG).


Anticoncepção hormonal

A anticoncepção hormonal é a utilização de drogas, classificadas como hormônios, em dose e modo adequados para impedir a ocorrência de uma gravidez não desejada ou não programada, sem qualquer restrição às relações sexuais

  • Contraceptivos orais combinados:
  • monofásicos – que são apresentados em comprimidos, em número de 21, 24 ou 28, todos com a mesma composição, o etinilestradiol e um progestágeno, nas mesmas doses, em todos.

  • (bi)fásicos – assim chamados aqueles que são apresentados em pílulas com a mesma composição hormonal, mas cujos componentes apresentam-se em dois blocos com doses diferentes. 
  • trifásicos – embora todos tenham os mesmos constituintes, são formulações em que as pílulas (21) são divididas em três blocos, cada um com doses diferenciadas dos hormônios.

  • Contraceptivos orais injetáveis: Os hormônios, para fins contraceptivos, podem ser apresentadosem forma injetável. Possuem como qualidade principal não terem uma primeira passagem pelo fígado. Há dois tipos básicos de formulações: injetáveis combinados (mensais) e injetáveis só de progestágeno (trimestrais).

  • Implantes: São pequenas cápsulas ou bastões de material plástico, permeável, que contêm um hormônio para ser liberado gradualmente, quando colocados no tecido celular subcutâneo.

  • Pílulas vaginais: São pílulas do tipo monofásico, contendo 50 µg de etinilestradiol e 250 µg de levonorgestrel, para serem usadas na vagina, diariamente, ao invés de serem ingeridas pela boca. Porém, segundo o mesmo regime das orais, têm início no quinto dia do ciclo, inserção de um comprimido por dia por 21 dias, com pausa de sete dias.

  • Anel vaginal: Constituído por um anel flexível, com um diâmetro externo de 54 mm e uma espessura de 4 mm, que contém etonogestrel e etinilestradiol. Colocado na vagina, libera diariamente, em média, 120 µg de etonogestrel e 15 µg de etinilestradiol. O regime de uso desse contraceptivo envolve a colocação na vagina, onde deve permanecer por três semanas, sendo removido após. O número de dias sem o anel (pausa) é de sete dias, após o que deve ser colocado um novo anel, ou seja, um regime de uso igual ao das pílulas combinadas.

Métodos definitivos (cirúrgicos)

Os métodos anticoncepcionais definitivos, ou cirúrgicos, são procedimentos que resultam na esterilização, seja homem ou da mulher.

Na mulher é realizado por meio da ligadura das trompas e no homem por meio da vasectomia.


Agora, vamos à tabela que é exposta no manual da FABRESGO e que demonstra as taxas de eficácia de cada método:

Fonte: Manual de anticoncepção da FEBRASGO

Vocês podem ver o manual completinho, e super rico em informações AQUI.
Vale super a pena, pois muitas vezes não nos são apresentadas todas as formas de contracepção, e acabamos por aceitar o que é prescrito pelo médico sem nem ao menos conversar sobre outras alternativas.

Então, minha dica é ler bastante e ter segurança no método que vocês optarem.

Aqui deixo três grupos do Facebook que eu acredito serem bem úteis sobre o tema:

Todas as informações técnicas foram extraídas do manual anticoncepção da FEBRASGO, e podem ser conferidas na íntegra aqui.


Se tiverem algum comentário sobre o assunto, coloquem abaixo!!!

Um super abraço!

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